Resolvendo meus problemas com IA

aplicações inteligentes, pensamento de produto

Ilustração de um homem de cabelo escuro cacheado e barba, sorrindo com a mão no queixo enquanto olha um notebook, numa mesa à noite com a cidade ao fundo. Ao lado, o título “Resolvendo meus problemas com IA” e o subtítulo “Como a inteligência artificial me ajudou a voltar a criar”. Na mesa há um sapinho verde de pelúcia, livros, uma caneca e um caderno com a lista “Resolver, Aprender, Construir, Repetir”.

Há dois meses, li o artigo do Akita (Usando IA pra resolver meus probleminhas do dia a dia) e simplesmente fiquei fascinado com a ideia de resolver vários dos meus problemas com IA.

Eu sempre adorei pensar em milhares de problemas que poderiam ser resolvidos com programação, mas sempre deixava tudo em stand-by pelo motivo óbvio: era custoso.

Custoso em tempo, principalmente.

Mas esse problema acabou.

Hoje, o custo temporal de criar um programa diminuiu para quase nada. E isso abriu um leque gigantesco de oportunidades e facilidades.

Faz dois meses que eu me afundei em desenvolver coisas para resolver problemas pessoais com IA. Desde então, abri 136 sessões no Claude, foram mais de 20 projetos e, para minha surpresa, a grande maioria foi feita pelo próprio celular/web. Aqui pra quem quiser olhar alguns https://apps.mateussiil.com.br.

Vou falar de como tenho usado IA no meu dia a dia em outro post.

O objetivo aqui não é falar dos meus projetos, mas de uma coisa que percebi nesse processo: existem oportunidades de facilitar minha vida em muitos níveis.

Meus problemas diários são basicamente relacionados a guardar informação, ler/ouvir conteúdo e estudar línguas.

Eu gosto muito de começar copiando, então comecei fazendo algumas cópias do próprio Akita. Ele fez um negócio para karaokê, por exemplo, as vezes eu quero ouvir a música pra voltar só 10 segundos, ou uma frase, no Spotify, então fiz um. Alô Spotify. Muito útil pra eu decorar e aprender frases e palavras.

Criei também uma memória coletiva de contexto para os meus projetos. Como uso vários providers: Claude, Cursor, Codex etc, isso facilita muito quando preciso mudar de ferramenta.

Também criei um visualizador de tokens/seções para esses providers.

Como eu costumo gastar muito na empresa , hehehe, preferi dividir os custos entre minhas contas pessoais.

Depois desse start, eu desembestei.

Chegou a hora resolver os meus problemas.

O principal, era os meus conteudos salvos. Eu tenho uma pilha de arquivos salvos, coisas escritas em muitos lugares, muitos PDFs salvos. Além disso, escrevo sobre quase tudo que leio, ouço e vejo. É uma forma de guardar informação no meu cérebro (Como lembrar de TUDO que você já leu? Com Eduardo Giannetti).

O problema é que eu não consigo lembrar de tudo. >D

Então criei o Recorder.

A ideia é simples: jogar tudo que eu acho que vale a pena rever em um lugar só — YouTube, URLs, Spotify, TikTok, vídeos, artigos, arquivos etc.

Só que não queria apenas guardar links ou arquivos.

O Recorder transcreve o conteúdo, categoriza, relaciona coisas diferentes e deixa tudo pesquisável. Assim, em vez de tentar lembrar onde eu tinha visto alguma coisa, consigo simplesmente procurar pelo que lembro do conteúdo, e navegar em assuntos parecidos.

Outro problema que eu tinha era selecionar informação.

Conteúdo que realmente valha a pena ler.

Eu sempre li muito, gosto de lê sobre tudo, mas hoje ficou basicamente inviável acompanhar devido a quantidade de conteúdo sendo produzido.

Então resolvi criar, como resumiram no trabalho, uma newsletter automatizada por IA.

Eu adiciono os assuntos que me interessam naquele momento, adiciono fontes e recebo toda semana um artigo para ler no meu kindle.

E, nesse exato momento, escrevendo esse texto percebi que consigo adicionar outras fontes além de textos. Acredito que eu consiga automatizar pra youtube e spotify tbm. Agora, assunto para outro momento: os algoritmos de recomendação estão precisando de uma mudança.

Também tenho o hábito de escrever sobre meu trabalho, escrevo sobre tudo que foi pedido e o que eu trabalhei durante o dia. Costumo usar isso pra pedir aumento hehehe, enfim, criei um aplicativo pra automatizar esse processo de registro, e de quebra, gerar assuntos/post e textos para redes sociais.

Os mais legais são esses, e os que eu mais uso tbm, criei outros mas tá bom por aqui.

Mas o mais importante de tudo isso não foram os resultados.

Foi o processo.

Isso foi o mais importante, nesse processo, aprendi mais, experimentei mais e mantive minha mente ativa, aberta e criativa.

A critividade que eu tinha estava sendo engolidada pelo dia a dia, pelos problemas fechados, rigidos e pela racionalização excessiva.

Depois disso, comecei a levar essa mesma lógica para o trabalho.

Percebi que dava para criar outras aplicações: um QA automatizado por IA, um resolvedor de tickets e , atualmente, estou trabalhando em uma aplicação pra criar dashboards usando linguagem natural com LLM, vou explicar cada um em outro momento.

No fim, acho que essa foi a maior mudança que isso me trouxe:

voltei a olhar para problemas pensando “será que eu consigo criar alguma coisa para resolver isso?”

E, agora, a resposta quase sempre é: provavelmente.

Mantenham a mente aberta, ativa e criativa.

Faz tempo que não escrevo para os outros. Alguém tem dicas de escrita?